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Eventos Finais

Ellen White declara que o mundo invisível "está observando com inexprimível interesse as cenas finais" da história deste mundo. No seu livro "O Grande Conflito", ela delineou claramente os grandes e terríveis eventos do futuro, e em várias outras obras fala do cumprimento das profecias bíblica referentes aos últimos dias. Com esforço adicional "para manter este assunto perante o povo", foi preparado este volume: "Eventos Finais". Muitas das citações deste livro foram extraídas de material já publicado do Espírito de Profecia, mas uma boa parte é inédita. Esta obra procura apresentar os acontecimentos finais numa sequência lógica, embora não se possa afirmar categoricamente que todos eles estejam na ordem exata de sua ocorrência. Numa questão de tão grande importância, é essencial que cada cristão estude o que Deus revelou e se prepare para o maior de todos os eventos: a volta de Jesus.

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Fonte: [Estudos Bíblicos Adventistas (Via Advir)]

Verdadeiro versus Falso Reavivamento

Onde quer que a Palavra de Deus tenha sido fielmente pregada, seguiram-se resultados que atestaram de sua origem divina. O Espírito de Deus acompanhou a mensagem de Seus servos, e a Palavra era proclamada com poder. Os pecadores sentiam ser despertada a consciência. A “luz que alumia a todo homem que vem ao mundo” iluminava-lhes os íntimos aposentos da alma, e as coisas ocultas das trevas eram manifestas. Coração e espírito eram possuídos de profunda convicção. Convenciam-se do pecado, da justiça e do juízo vindouro. Essas pessoas tinham a intuição da justiça de Jeová, e sentiam terror de aparecer, em sua culpa e impureza, perante Aquele que examina os corações. Com angústia exclamavam: “Quem me livrará do corpo desta morte?” Ao revelar-se a cruz do Calvário, com o infinito sacrifício pelos pecados dos homens, viram que nada, senão os méritos de Cristo, seria suficiente para a expiação de suas transgressões; somente esses méritos poderiam reconciliar os homens com Deus. Com fé e humildade, aceitaram o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Pelo sangue de Jesus tiveram “a remissão dos pecados passados”. [...]

Os despertamentos resultaram em profundo exame de coração e humildade. Caracterizavam-se pelos solenes e fervorosos apelos ao pecador, pela terna misericórdia para com a aquisição efetuada pelo sangue de Cristo. Homens e mulheres oravam e lutavam com Deus, pela salvação de almas. Os frutos de semelhantes avivamentos eram vistos nas almas que não recuavam da renúncia e do sacrifício, mas que se regozijavam de que fossem consideradas dignas de sofrer desprezo e provação por amor a Cristo. Notava-se uma transformação na vida dos que tinham professado o nome de Jesus. A comunidade se beneficiava por sua influência. Uniam-se com Cristo e semeavam no Espírito, a fim de ceifar a vida eterna. [...]

Esse é o resultado da obra do Espírito de Deus. Não há prova de genuíno arrependimento a menos que ele opere reforma na vida. Se o pecador restitui o penhor, devolve o que tinha roubado, confessa os pecados, e ama a Deus e a seus semelhantes, pode estar certo de que encontrou paz com Deus. Foram esses os efeitos que, em anos anteriores, se seguiram às ocasiões de avivamento religioso. Julgados pelos seus frutos, sabia-se que eram abençoados por Deus para a salvação dos homens e para reerguimento da humanidade.

Muitos dos despertamentos dos tempos modernos têm, no entanto, apresentado notável contraste com aquelas manifestações de graça divina que nos primitivos tempos se seguiam aos trabalhos dos servos de Deus. É verdade que se desperta grande interesse, muitos professam conversão e há larga procura pelas igrejas; no entanto, os resultados não significam que houve aumento correspondente da verdadeira vida espiritual. A luz que brilha por algum tempo logo desaparece, deixando as trevas mais densas do que antes.

Avivamentos populares são muitas vezes realizados por meio de apelos à imaginação, excitando-se as emoções, satisfazendo- se o amor ao que é novo e surpreendente. Conversos ganhos dessa maneira têm pouco desejo de ouvir a verdade bíblica, pouco interesse no testemunho dos profetas e apóstolos. A menos que o culto assuma algo de caráter sensacional, não lhes é atraente. Não é atendida a mensagem que apele para a razão desapaixonada. As claras advertências da Palavra de Deus, que diretamente se referem aos seus interesses eternos, não são tomadas a sério.

Para toda alma verdadeiramente convertida, a relação com Deus e com as coisas eternas será o grande objetivo da vida. Mas onde, nas igrejas populares de hoje, está o espírito de consagração a Deus? Os conversos não renunciam ao orgulho e amor ao mundo. Não estão mais dispostos a negar-se, tomar a cruz e seguir o manso e humilde Nazareno, do que estiveram antes de se converter.

A religião tornou-se o entretenimento dos incrédulos e céticos, porque muitos que são portadores de seu nome lhes desconhecem os princípios. O poder da piedade quase desapareceu de muitas das igrejas. Piqueniques, representações teatrais nas igrejas, quermesses, casas elegantes, ostentação pessoal, desviaram de Deus os pensamentos. Terras, bens e ocupações mundanas absorvem a mente, e as coisas de interesse eterno mal recebem atenção passageira. [...]

Em muitos dos avivamentos ocorridos durante o último meio século, têm estado a operar, em maior ou menor grau, as mesmas influências que se manifestarão em movimentos mais extensos no futuro. Há um excitamento emotivo, mistura do verdadeiro com o falso, muito apropriado para transviar. Contudo, ninguém necessita ser enganado. À luz da Palavra de Deus não é difícil determinar a natureza desses movimentos. Onde quer que as pessoas negligenciem o testemunho das Escrituras Sagradas, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma e que exigem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a bênção de Deus. E, pela regra que o próprio Cristo deu – “Por seus frutos os conhecereis” (Mt 7:16) – é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus.

Nas verdades de Sua Palavra, Deus deu aos homens a revelação de Si mesmo; e a todos os que as aceitam servem de escudo contra os enganos de Satanás. Foi a negligência dessas verdades que abriu a porta aos males que tanto se estão generalizando agora no mundo religioso. Tem-se perdido de vista, em grande parte, a natureza e importância da lei de Deus. Uma concepção errônea do caráter, perpetuidade e vigência da lei divina tem ocasionado erros quanto à conversão e santificação, resultando em baixar, na igreja, a norma da piedade. Aqui deve encontrar-se o segredo da falta do Espírito e poder de Deus nos avivamentos de nosso tempo.

Este artigo foi extraído do livro O Grande Conflito, capítulo 27 (“Como alcançar paz de espírito”). Os adventistas do sétimo dia creem que Ellen G. White (1827-1915) exerceu o dom de profecia bíblico durante mais de 70 anos de ministério público.

Fonte: [www.advir.com]

Ainda precisamos do dom profético?

Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis. 2 Crônicas 20:20

O cânon bíblico foi encerrado há quase dois mil anos. Nada mais pode ser acrescentado nem retirado. E os adventistas do sétimo dia apoiam o princípio dos reformadores de que a Bíblia, e somente a Bíblia, é a nossa única regra de fé e prática. Nesse caso, que lugar ocupa o dom profético manifestado no ministério de Ellen G. White? Seria ele um acréscimo ao cânon sagrado?

Definitivamente não. “Os escritos de Ellen White não constituem um substitutivo para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. [...] Ellen White considerava seus escritos como um guia para a compreensão mais clara da Bíblia” (Nisto Cremos, p. 305, 306).

O apóstolo Paulo declarou que o dom de profecia, bem como outros dons espirituais, surgiriam na igreja cristã “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus” (Ef 4:13). Como a igreja ainda não alcançou essa experiência, a conclusão óbvia é a de que ainda precisamos desse dom. Os dons do Espírito, “incluindo o dom de profecia, continuarão a operar em benefício do povo de Deus até o retorno de Cristo” (ibid., p. 294).

Consequentemente, não se pode descartar o dom profético concedido à igreja remanescente com base no princípio Sola Scriptura (Só a Escritura), pois o surgimento desse dom nos últimos dias é justamente a confirmação do que dizem as Escrituras (ver Jl 2:28, 29; Rm 12:6-8; 1Co 12:7-11, 28; 14:1-4).

É graças a esse dom que a igreja adventista não se desintegrou durante os períodos de crise que enfrentou, como no debate sobre justificação pela fé, em 1888, quando os jovens A. T. Jones e E. J. Waggoner se opuseram aos poderosos líderes da igreja, G. I. Butler (presidente da Associação Geral) e Uriah Smith (secretário da Associação Geral e editor da Review and Herald). Se você fosse Ellen White, de que lado ficaria? Qual seria o lado mais conveniente?

Mas, graças a Deus, ela ficou do lado da verdade, e hoje os teólogos adventistas suspiram de alívio ao relembrar a posição que ela tomou. E assim tem sido, não só nos períodos de crise, mas durante os 70 anos de seu ministério profético, em que ela orientou a igreja em praticamente todos os assuntos que dizem respeito à vida cristã.

“Crede nos Seus profetas e prosperareis.” A prosperidade da igreja adventista, de um começo humilde a uma igreja mundial, é uma confirmação dessas palavras do rei Josafá.

Sejamos gratos por esse dom.

Fonte: [Meditação 2010. Cpb.com]

Nota: Você gostaria de saber quem foi Ellen G. White então leia mais em: [ellenwhitebooks / Missãoprofeta]

O Anjo e as Balanças

Vi um anjo com balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus, especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que tendiam para o Céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. E nessa balança era lançada toda leitura de livros de histórias, pensamentos acerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! que momento solene! Os anjos de Deus em pé com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos filhos - aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus! O prato cheio dos pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante peso após peso rolou do prato.

O que continha os pensamentos e interesses que se voltavam para o Céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! quão leve estava ele! Posso relatar isso pelo que vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida gravada em minha mente, ao ver o anjo com a balança pesando os pensamentos e interesse do povo de Deus. Disse o anjo: "Podem esses entrar no Céu? Não, não, nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer." Uma forma de piedade não salvará ninguém. Todos devem possuir profunda e viva experiência.

Unicamente isto os salvará no tempo de angústia. Então será provada de que espécie é sua obra; e se ela for ouro, prata e pedras preciosas, eles serão ocultos na fortaleza do Senhor. Mas, se sua obra for madeira, feno ou palha, coisa alguma os poderá proteger do furor da ira de Jeová. Dos jovens, bem como dos de mais idade, será exigida uma razão da esperança que têm. Mas a mente destinada por Deus para coisas melhores, formada para servi-Lo perfeitamente, tem-se fixado em coisas destituídas de senso, em vez de nos interesses eternos.

A mente que é deixada a vaguear aqui e ali está tão apta a compreender a verdade, a prova bíblica da observância do sábado e o verdadeiro fundamento da esperança cristã, como a estudar a aparência, as maneiras, o vestuário, etc. E os que dão rédea solta à mente para divertir-se com histórias tolas e contos ociosos, alimentam a imaginação, mas o brilho da Palavra de Deus lhes fica eclipsado. A mente é desviada diretamente de Deus. É destruído o interesse em Sua preciosa Palavra.

Fonte: [Ellen White. Testemunhos Seletos Vol.1. Pg.24-25]

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