José Serra (PSDB) fechou um acordo com o maior tronco institucional da igreja Assembleia de Deus, a Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil. Com o acordo o pré-candidato á Prefeitura de São Paulo conquistou o apoio da igreja à sua candidatura.
O acordo foi selado no escritório político do ex-governador, após reunião com o deputado federal Paulo Freire (PR-SP). Membro da bancada evangélica, Freire é filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente nacional da convenção, espécie de instituição que coordena a organização de diversas igrejas da Assembleia em todo o Brasil.
O pastor apoiou Serra na campanha à Presidência, em 2010. Ano em que o presidente do segundo maior ramo da Assembleia, a Convenção Nacional de Madureira das Assembleias de Deus, pastor Manoel Ferreira, participou da campanha de Dilma, adversária eleitoral de Serra à presidência.
“Ele sempre deu uma atenção muito boa à igreja”, afirmou Freire sobre José Serra ao fim da reunião. O deputado disse ainda que disse ainda que o candidato é um “grande amigo da Assembleia”.
Segundo a Folha de São Paulo, Freire criticou ainda o ex-ministro da Educação, petista Fernando Haddad, que é o principal adversário eleitoral de Serra. Criticando o envolvimento do petista com o chamado “kit-gay”, Freire afirmou: “Haddad não tem firmeza no que fala. Em uma reunião com a bancada dos evangélicos, ele colocou que não tinha nada fechado sobre o ‘kit gay’. Saiu e disse o contrário para a imprensa. Se não fosse a intervenção da presidente Dilma, tínhamos perdido essa”.
“Tenho duas lições de casa: atrair mais denominações para a campanha do Serra e amadurecer com o PR daqui uma aliança com ele”, disse o deputado ao fim do encontro.
Fonte: [Gospel+]
Nota: Uma coisa é certa e sabemos muito bem que religião e política são como óleo e água, não se misturam de forma alguma! Na idade média o resultado da união entre igreja e estado nas mãos de uma única criatura resultou em morte. Muitos foram massacrados por aqueles que julgavam estar sendo guiados por seus ideais carnais... Minha nota é contra a unificação de algumas igrejas doravante a estar ligadas a partidos políticos visando apenas o próprio interesse institucional e eclesiástico.
Assembleia de Deus faz acordo para apoiar José Serra nas eleições municipais desse ano
Jóide Miranda: ex-travesti que virou pastor vai ministrar na Câmara Federal e afirma: “Ninguém nasce homossexual”
No dia 4 de abril o ex-travesti e pastor evangélico Jóide Miranda vai ministrar um culto de oração promovido pela bancada cristã na Câmara Federal. O pastor afirma que pretende falar sobre a renovação da sua vida e dar seu testemunho: “Não vou falar só de homossexualismo. Eu falo sobre a volta de Jesus e que as pessoas precisam ter esta consciência de que estamos despertando a igreja para a transformação na vida das pessoas”, declarou.
Miranda é membro da Associação Brasileira de Ex-GLBTT, entidade que emitiu recentemente uma nota contra um procurador federal, que acusou o pastor Silas Malafaia de perseguição religiosa contra homossexuais. A presença do pastor na Câmara deve acirrar o debate entre a bancada evangélica e a bancada GLBTT (Gay, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), em temas como aborto, casamento gay e a distribuição do Kit-Gay.
De acordo com o Olhar Direto, o pastor, que é conhecido por ter deixado a vida como travesti e se tornado pastor evangélico, diz basear seu ministério em pregações em prol da família. “Quando você está triste, você quer estar junto de sua família. Quando está alegre, quer estar com sua família. E a família é composta de homem, mulher e filhos”, diz o pastor, que orienta pessoas que querem deixar a homossexualidade.
Sobre seu trabalho ao orientar essas pessoas, o pastor diz conhecer bem o drama vivido por quem busca a mesma mudança de vida que ele teve: “É porque eu já estive do lado de lá. Deus não deixa ninguém com amnésia. Hoje os meus frutos são para santificar outras vidas, são para dizer que ninguém nasce homossexual”, afirmou Miranda, que completou dizendo que “a homossexualidade é um estado e que Jesus de Nazaré pode mudar, transformar a mente e a alma do indivíduo”.
Miranda comentou também sobre o possível diálogo com grupos GLBTT: “Perante a sociedade, estes grupos não querem diálogo, eles querem virar a mesa”. O pastor falou também sobre os parlamentares que representam os grupos de defesa dos direitos homossexuais: “Não tenho nada contra o (deputado federal) Jean Wyllys, muito pelo contrário, mas eu oro para que eles sejam alcançados pelo evangelho, mas eu não posso concordar com aquilo que eles dizem”.
Fonte: [Gospel+]
Vereador evangélico propõe banheiro para gays em São Paulo
O projeto apresentando na terça-feira, 7, tenta diminuir os casos de discriminação como o ocorrido com o cartunista Laerte Coutinho, 60 anos, que é travesti mas foi impedido de usar o banheiro feminino de uma padaria na zona oeste da capital. Pelo projeto do vereador evangélico ter um banheiro unissex seria a terceira opção para os usuários.
“Ainda que muitos não concordem, homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir essa ou aquela orientação sexual. É o que se chama livre-arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado”, afirma Apolinário, no texto de justificativa de seu projeto.
Para o vereador, autor da proposta do “Dia do Orgulho Hétero”, além de evitar constrangimento para homossexuais e travestis o banheiro unissex também serviria para não constranger as outras pessoas. ”Se a moda pega, qualquer pessoa que se declarar homossexual, ou estiver vestido de mulher, poderá entrar no banheiro feminino, constrangendo senhoras, adolescentes e até crianças.”
O discurso de Apolinário, apesar de apresentar uma proposta para a melhoria dos homossexuais, tem um tom de segregação. ”Já recebi relatos de casos semelhantes na capital. Os gays no Brasil são muito folgados. Eles querem privilégios, e isso não pode acontecer. Como a sociedade caminha para essa abertura sexual, acho natural criarmos uma opção unissex. O que não é possível é minha mãe entrar em um banheiro e encontrar um homem vestido de mulher”, ressalta.
Em sua proposta o banheiro unissex precisaria ser criado em shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e demais locais de diversão. Mas antes de ser votado, o texto têm que passar pela Comissão de Justiça e somente se for aprovado pelos demais vereadores é que será sancionado ou não pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).
Com informações Estadão
Fonte: [Gospelprime]
Assembleia aprova orçamento de R$ 5 milhões para encontro de jovens católicos
Uma emenda aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio determina que o governo do Estado destine R$ 5 milhões do orçamento de 2012 para um encontro de jovens da Igreja Católica. O evento vai acontecer em 2013, durante a visita do Papa Bento 16 à cidade. Para a verba ser liberada, só falta a sanção do governador.
Veja o video na íntegra do Canal R7
Nota: Bem caro leitor o que pensar de tal evento? O dinheiro é público! sim sabemos, mais o que me chama atenção é o envolvimento do Estado com a Igreja... O que será que está por trás de tudo isso? Seria a Igreja capaz de controlar o Estado como fez no passado?
Em comemoração ao Dia da Bíblia, TV Globo produz vídeo sobre o Protestantismo

O Dia da Bíblia, data comemorada em todo o mundo no segundo Domingo de Dezembro, foi pano de fundo para um vídeo sobre o Protestantismo, produzido pela Rede Globo, que tem dado maior atenção às religiões.
A data temática de comemoração da Bíblia surgiu em 1549, no Reino Unido, e desde 1850 a data faz parte do calendário comemorativo do Brasil. O vídeo de quinze segundos produzido pela Globo ficará no ar até o dia 11 de Dezembro, data que será comemorado o Dia da Bíblia em 2011.
O vídeo faz parte de uma série que retrata as diversas religiões existentes no Brasil, e suas influências na cultura popular, segundo informações do site da emissora. Nesta série, o islamismo, judaísmo e a umbanda foram temas anteriormente.
A Rede Globo tem aumentado o espaço dedicado às religiões em sua programação. Os evangélicos, segmento do cristianismo que tem crescido no Brasil, já forahttp://www.blogger.com/img/blank.gifm tema de personagens em novelas e em programas de entrevistas da emissora.
Em breve, estreará um festival chamado Promessas, voltado a artistas cristãos. Essa maior abertura se dá porque o crescimento econômico tem impulsionado o poder aquisitivo dessa fatia da população. A emissora carioca pretende aumentar ainda mais o espaço dado aos evangélicos em sua grade de programação para 2012.
Fonte: [Gospel+]
Nota: Sem dúvida são varios os motivos que impulsionam a Rede de TV Globo a dar mais crédito aos evangélicos que estão ganhando cada ves mais espaço em diversos meios... Quem sabe até mesmo para tirar aquela imagem ruim que tem, de estar ligado ao satanismo, como afirmam muitos. Vamos ser franco, a Globo ridicularizou o povo evangélico em suas novelas, o que deixa chateado com o povo brasileiro é que ele esquece facinho as barbareas que certas pessoas ou grupos cometem... que abuso! Oh gente vamos refletir um pouco isso ai.
Apelo ao Senhor Jesus CrisJuiz dos Juizes em protesto a falta de ação da justiça
Nesta semana que passou foi noticiado em várias emessoras a petição ao Excelentíssomo Senhor Jesus para que ajudasse a agilizar os processos em que a justiça humana vem deixando de lado.
O funcionário público e bacharel em Direito, José Luiz de Oliveira, conhecido como “Zé do Itahum”, decidiu apelar para o Senhor Jesus Cristo de maneira bem formal. Ele elaborou uma petição endereçada ao Juiz dos juízes e protocolou em vários órgãos governamentais como forma de protesto a falta de ação da justiça como ele afirma no documento. A informação foi divulgada pelo site Genizah.
José já exerceu mandato de vereador em Dourados estava cansado de assistir a casos de corrupção na política sul-mato-grossense. “Excelentíssimo Senhor Jesus Cristo pai eterno e poderoso dos seres humanos que existem nesta terra”. Continua “é com muita relutância que venho perante o Filho do Senhor afirmar que a política tornou-se a arte de se prostituir”. De acordo com Zé do Itahum, “virou-se prostituição e iniciou-se no Poder Executivo pashttp://www.blogger.com/img/blank.gifsando para o Legislativo e chegou ao Judiciário”.
José Luiz pede a Jesus Cristo que “decrete uma nova lei no mundo em exclusividade no Brasil para que os políticos que cometem crimes de corrupção sejam eliminados da política e confiscados seus bens e doados a entidades e que sejam obrigados a doarem seus órgãos”.
O autor do pedido diz que “conforme a Bíblia Sagrada todos os cidadãos são filhos de Deus e deverão ser respeitados para que possa viver em paz com suas famílias”. José Luiz termina a sua petição solicitando que Jesus Cristo tome as providencias necessárias conforme está escrito na Bíblia. Momento Verdadeiro com informações do site Genizah.
Fonte: [Momentoverdadeiro]
Nota: Vamos falar sério a coisa tá feia mesmo! Se bem que o Excelentíssimo Senhor Jesus Cristo não atende a este tipo de pedido, quem sabe se o Sr. “Zé do Itahum” fizer uma oração basica Ele possa até dar uma forcinha... Mas que a tendência é só mpiorar não tenha dúvida!
Vaticano convidará não religiosos a encontro pela paz
O Vaticano convidará personalidades que se definem como não religiosas ao encontro mundial inter-religioso pela paz previsto para o fim de outubro em Assis, no centro da Itália, anunciou o cardeal Tarcisio Bertone. Em um editorial publicado pelo Osservatore Romano, o cardeal Bertone destaca a vontade de convidar "também algumas personalidades da ciência e da cultura que se definem como não religiosas" [será que Dawkins vai?]. "Não apenas porque a paz é responsabilidade de todos, e sim, mais profundamente, porque estamos convencidos de que a posição de quem não acredita ou custa a crer pode desempenhar uma papel saudável para a religião como tal, ajudando por exemplo a identificar possíveis degenerações e falsidades", afirma no texto.
O Papa Bento XVI anunciou em abril a convocação de uma jornada inter-religiosa de "oração pela paz e a justiça no mundo" para "celebrar o 25º aniversário do encontro histórico que se celebrou em Assis em 27 de outubro de 1986, por vontade do venerável Servidor de Deus João Paulo II".
Fonte: [Terra; Criacionismo]
Lei a nota de Michelson Borgens em LEIA MAIS, click...
China rebate o Vaticano na questão da liberdade religiosa
O Vaticano tem de "enfrentar os fatos" sobre a liberdade religiosa na China, disse o Ministério de Relações Exteriores do país nesta terça-feira, rejeitando a mensagem de Natal do papa Bento 16, na qual ele condenou a perseguição aos católicos chineses.
"Esperamos que o Vaticano possa encarar os fatos sobre a liberdade de religião e o desenvolvimento do catolicismo na China e tome medidas concretas para promover condições positivas para as relações entre a China e o Vaticano", disse a porta-voz Jiang Yu durante um contato regular com a imprensa. Ela não entrou em detalhes.
No dia de Natal, o papa denunciou a existência de limites na liberdade de religião na China e encorajou os católicos chineses a perseverar na fé.
Um editorial publicado esta segunda-feira na edição em inglês do jornal Global Times, dirigido pelo Diário do Povo, órgão do Partido Comunista, foi mais áspero em sua crítica, dizendo que o papa agiu "mais como um político ocidental do que líder religioso".
"O Vaticano tem de reconhecer o fato de que todas as crenças religiosas são livres na China, desde que não contrariem as leis do país, diz o editorial, acrescentando que a cidadania se sobrepõe à identidade religiosa.
Os cerca de 8 a 12 milhões de católicos chineses estão divididos entre uma igreja endossada pelas autoridades, que nomeiam os bispos sem a aprovação do Vaticano, e uma igreja que resiste aos vínculos com o governo.
A China se indispôs com o Vaticano no início do mês depois que forçou vários bispos e padres leais ao papa a participarem de uma reunião da igreja aprovada pelo Estado, a qual não tem o apoio da Santa Sé.
(Reportagem de Michael Martina)
Fonte: [Estadão]
Edir Macedo comemora e ataca Malafaia
Edir Macedo (foto), líder da Igreja Universal do Reino de Deus atacou Silas Malafaia, mesmo sem citar nomes. Malafaia apoiou declaradamente José Serra.
A troca de farpas entre Silas Malafaia e Edir Macedo não teve fim, mesmo após a vitória de Dilma Rousseff nas urnas.
Nesta quinta-feira, dia 04, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus atacou, sem dizer nomes, Malafaia que apoiou declaradamente José Serra.
Com a mensagem "Ecumenismo Disfarçado" Macedo alerta que o mais prejudicado nas urnas foi o Reino de Deus. "A guerra das eleições acabou. Entre salvos e perdidos, o maior prejudicado foi o Reino de Deus. Isso porque se viu alguns líderes, supostamente convertidos, unindo-se de corpo, alma e espírito à liderança romana em favor do candidato das elites.
Leia a mensagem na íntegra abaixo:
CUIDADO COM ECUMENISMO DISFARÇADO
A título de alerta, queremos chamar a atenção dos cristãos sinceros. Cuidado com o ecumenismo disfarçado!
A guerra das eleições acabou. Entre salvos e perdidos, o maior prejudicado foi o Reino de Deus. Isso porque se viu alguns líderes, supostamente convertidos, unindo-se de corpo, alma e espírito à liderança romana em favor do candidato das elites. Se tivessem se entregado ao Senhor Jesus da mesma forma como abraçaram a campanha política, jamais e em tempo algum se submeteriam a tamanha heresia.
A gravidade do problema não está apenas nos interesses pessoais, mas, colocá-lo acima dos interesses do Reino de Deus. O servo de Deus serve a Jesus, não a si mesmo. E, se alguém Me servir, o Pai o honrará. João 12.26. A pergunta que se faz agora, após os resultados da eleição é: cadê a honra dos profetas velhos?
Por conta da vocação, a obrigação do pastor é se sacrificar para conduzir seu rebanho aos pastos verdejantes. Essa é a nossa obrigação diante de Deus e do mundo; não abrir a porta do aprisco e conduzir as indefesas ovelhas para a matilha de lobos.
Posto que miríades de pessoas se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem, passou Jesus a dizer, antes de tudo, aos Seus discípulos: Acautelai-vos dofermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Lucas 12.1
Fonte: [F.Gospel]
ntre estes líderes vai longe... O que realmente deixa tacito para todos nós é que o Pr. Malafaia apesar de ter falado tão mau de politicos e até mesmo se pronunciado contra a todo e qualquer envolvimento politico defendendo a bandeira de que o crente não deve se envolver com política, foi o primeiro a quebrar tal princípio. Dando mal testemunho se comunou em apoiar a campanha de Serra... Bonito em Pr. Malafaia!!!De certa forma é o sujo falando do mal lavado... Não é brincadeira o que estamos vendo e lendo a cada dia.
A mais religiosa de todas as campanhas
Por pressão principalmente das igrejas, questões como o aborto e a união estável homossexual ganharam este ano relevância nunca vista em eleições anteriores 
Por menos que tenham pesado nos resultados das eleições - um dado a ser ainda analisado - temas religiosos tumultuaram a campanha para a Presidência da República. A religião, que em outras ocasiões entrou no debate por iniciativa do episcopado católico, subiu ao palanque e invadiu a internet em 2010 por pressão de cristãos de várias igrejas, com a introdução de questões como o aborto e a união estável de homossexuais. Bispos e pastores encamparam a discussão, mas a sugestão partiu das bases, para forçar os principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a se definirem. Na quinta-feira, Bento XVI endossou indiretamente essa posição, falando a bispos brasileiros em Roma, aos quais aconselhou orientar os eleitores a rejeitar pelo voto candidatos e partidos favoráveis ao aborto e à eutanásia.
"Esse discurso do papa é uma ingerência direta nos negócios do Brasil, o presidente Lula deveria reclamar com o Vaticano", reagiu Reginaldo Prandi, professor aposentado do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Ao analisar a introdução do tema religioso nas eleições, ele afirma que "as igrejas puseram o aborto na campanha e os marqueteiros caíram na esparrela, acolhendo uma questão que não é assunto para presidente da República, mas para deputados, em eleições proporcionais". Para o sociólogo, "o catolicismo perdeu a noção de consciência social e apelou para temas morais, como o aborto e a união homossexual, porque não tem o que dizer".
Prandi achou ridículo Dilma e Serra terem ido a Aparecida, por ocasião da festa da Padroeira do Brasil, "porque candidato não tem de pedir a bênção de bispo nem da Santa". Para o sociólogo, "religião não é uma aliada confiável nessas circunstâncias e, como existem várias religiões, os presidenciáveis devem ter irritado os evangélicos, que baniram a devoção a Nossa Senhora de suas vidas". Ao analisar os números do primeiro turno, Prandi chega à conclusão de que o debate em torno de temas religiosos não foi a causa, mas um elemento desestabilizador para Dilma não ter vencido em 3 de outubro. "A religião tumultuou a campanha, e isso foi interessante", observou.
"A religião sempre teve importância nas eleições, sobretudo a Igreja Católica, mas este ano surgiu um fato novo, o ativismo religioso de grupos ou segmentos que, ao defender a vida e condenar o aborto, vetaram candidatos e partidos, recomendando aos fiéis que não votassem neles", disse a socióloga Maria das Dores Campos Machado, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Chama a atenção, diz, a ênfase dada a um tema moral, em contraste com campanhas passadas, quando as preocupações eram a pobreza, a fome e a justiça social, plataformas dos militantes das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), que estavam nas origens do PT.
O debate sobre aborto, na avaliação de Maria das Dores, levou a uma queda de braço que não se via nas últimas décadas, não só entre bispos da Igreja Católica, mas também entre líderes evangélicos. "Essa discussão é nociva, porque me parece marcada pelo fisiologismo e pela troca de favores", adverte. "As igrejas se dividem e disputam espaço no plano regional, ao declarar apoio pragmático a um candidato."
Fundamentalismo. Outro sociólogo, Luiz Alberto Gomez de Souza, diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Cândido Mendes, no Rio, acha que houve uma valorização excessiva do tema religioso e uma instrumentalização dessa questão por grupos fundamentalistas. "Nunca houve, em eleições anteriores, essa polarização que se viu agora, nem mesmo quando a Igreja Católica condenava candidatos favoráveis ao divórcio, como o senador Nelson Carneiro (autor e defensor do projeto)", observou o sociólogo. Em sua avaliação, foi negativo cobrar dos candidatos uma definição pessoal em relação ao aborto, porque "no mundo moderno e leigo em que vivemos, isso é fazer confusão entre fé e política".
É diferente a opinião do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Lyrio Rocha. Ao falar sobre a polêmica criada pelo bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, e outros bispos que recomendaram aos eleitores não votar em Dilma, ele declarou, em Brasília, que o aborto não poderia ter ficado fora do debate eleitoral. A CNBB não citou nomes de candidatos, preferindo aconselhar os católicos a escolher pessoas comprometidas com a defesa de valores éticos, entre eles a defesa da vida, mas reconheceu o direito de um bispo se pronunciar da maneira que quiser, em sua diocese.
"D. Geraldo Lyrio tomou uma posição equilibrada, de acordo com a tradição do episcopado de não apoiar ou vetar candidatos, mas de falar em princípios", elogiou o padre José Oscar Beozzo, historiador e teólogo. Mesmo quando o cardeal Joaquim Arcoverde, arcebispo do Rio, tentou, sem sucesso, criar um partido em 1915, a Igreja limitou-se a dar orientação geral. Em 1933, a Liga Eleitoral Católica apoiou a instituição do voto feminino, então restrito às viúvas e às desquitadas, e fez campanha pelo alistamento de eleitores, arregimentados à porta dos templos. Em 1946, os bispos combateram comunistas e divorcistas, sem citar nomes.
A novidade da campanha de 2010, segundo Beozzo, foi ter entrado em cena um lobby contra o aborto, "fazendo dele a questão única por influência dos movimentos Pro Vida e Opus Dei, como se fosse essa a posição oficial da Igreja". Esse equívoco provocou um racha no episcopado, como não se via desde 1968, "quando um grupo de bispos pediu ao presidente Costa e Silva que interviesse na CNBB para banir os comunistas do episcopado". Em vez de vetar candidatos supostamente favoráveis ao aborto, sugere o teólogo, os bispos deveriam dar aos fiéis a liberdade de tomar posição de acordo com sua consciência.
Fonte: [Estadão]
Evangélicos escorregam na baixaria da campanha eleitoral
Evangélicos foram usados na campanha eleitoral como “bucha de canhão”, numa guerra que recorreu à retórica que sempre foi muito bem aceita nesse segmento - a luta do “bem” contra o “mal”.
A análise é do teólogo e professor Leonildo Silveira Campos, da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).
A luta contra o aborto, o casamento ou a união entre pessoas do mesmo sexo juntou segmentos conservadores do lado evangélico e do lado católico nestas eleições. A quase totalidade dos 30 milhões de evangélicos brasileiros – há estimativas superdimensionadas que falam em 46 milhões – deixou de ser uma minoria “e passaram a se sentir importantes, numérica e socialmente, impulsionados por uma auto-representação de serem o fiel da balança em tempos de eleições”, avaliou Campos.
Institutos averiguadores das intenções de voto divergem quanto ao papel dos eleitores evangélicos no primeiro turno das eleições presidenciais. Pesquisa do Ibope pós 3 de outubro concluiu que o voto religioso teve papel decisivo para levar o pleito ao segundo turno.
“A queda de Dilma (Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores – PT) na véspera do primeiro turno começou entre os evangélicos e depois se estendeu aos católicos. O principal motivo foi a campanha em templos e igrejas contra o voto na candidata por causa da legalização do aborto, defendida pelo PT”, escreveu o repórter José Roberto de Toledo, de O Estado de São Paulo, ao analisar a pesquisa do Ibope.
O DataFolha realizou pesquisa no dia 8 de outubro e detectou que apenas 3% dos entrevistados que declararam ter religião receberam orientação da igreja para não votar em algum dos candidatos à presidência da República. É indiscutível, contudo, o mar de votos que a candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva, ela própria seguidora da Assembléia de Deus, recebeu do contingente evangélico. Foram 19 milhões de votos!
Segundo o Ibope, Dilma teve o voto de metade dos católicos, mas de pouco mais de um terço dos evangélicos, empatando, no segmento, com o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra. Marina levou a eleição para um segundo turno e declarou neutralidade.
Outra análise de José Roberto Toledo e de Daniel Dramati para O Estado de São Paulo mostrou que Marina teve mais de 15% dos votos válidos em 1.003 municípios, concentrados em cidades grandes e médias dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A concentração de votos da candidata do PV foi acima da média nas capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes na Região Sudeste. Segundo o Ibope, nesses locais concentram-se cerca de 51% dos eleitores evangélicos do país.
Além dos evangélicos, Marina recebeu o voto de setores da classe média sensível à agenda ambiental. Agora, nem todos os votos depositados em favor da candidata do PV foram de evangélicos e de católicos. Apoiaram-na 22% de eleitores ateus, agnósticos ou seguidores de outras religiões.
A pergunta é para quem migrarão os votos de Marina Silva no segundo turno? Dilma e Serra flertam com os evangélicos. A candidata do PT prometeu a 51 líderes evangélicos reunidos, no dia 13 de outubro, com ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, vetar teses polêmicas previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos III, dentre elas a discriminalização do aborto.
O senador reeleito pelo Partido Republicano Brasileiro, o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Marcelo Crivella, afiançou que “padre e pastor podem ter dificuldade para pedir votos, mas tiram fácil, fácil”. Fato é que a batalha furiosa pelo voto dos evangélicos chegou também aos púlpitos e veículos de comunicação de massa que igrejas desse segmento detêm.
O líder da IURD, bispo Edir Macedo, defende a candidatura Dilma Rousseff. O pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, engaja-se na campanha de José Serra. Os dois travam um ferrenho duelo e trocam acusações na internet e em jornais, na defesa dos seus candidatos.
Macedo indagou, no seu blog, o que teria levado Malafaia a trocar de lado nessa eleição. “Para justificar que não apoiaria a candidata Dilma, acusou o PT de ser a favor do aborto e apoiar o casamento de homossexuais. Pronto, o caminho estava aberto para, sabe-se lá com que interesse, apoiar o candidato Serra”, afirmou o bispo Edir, lembrando, ainda, que a esposa do candidato do PSDB, Mônica Serra, teria feito um aborto.
O troco veio com uma postagem de Malafaia no youtube, chamando Macedo de mentiroso e vendido ao governo. “Você tem gasto bilhões, dízimo e ofertas do povo de Deus, que você tem injetado na televisão para promover prostituição, adultério, homossexualismo, sensualidade, assassinato e roubo. Sua TV é um lixo moral”, acusou.
Na entrevista que concedeu ao Instituto Humanitas, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o professor Leonildo Silveira Campos relatou que em alguns templos evangélicos foi instalado telão às vésperas das eleições de 3 de outubro e o pastor projetou filme com cenas de aborto e outros temas explorados pela nova direita, evangélica e católica.
Quatro denominações – Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, IURD e Evangelho Quadrangular – concentram 80% dos evangélicos brasileiros. “São raros os casos em que um fiel frequente exclusivamente os templos de uma igreja”, escreveu o repórter Diego Viana, do jornal Valor Econômico, na matéria “Andar com fé eu vou”.
Para o historiador André Egg, a migração interna entre igrejas evangélicas é mais relevante do que o diálogo ecumênico entre elas. Na mobilidade também residiria a dificuldade de pastor ou bispo “indicar” em quem o fiel deve votar.
Na avaliação do jornalista Moisés Sbardelotto, mestrando em Comunicação Social pela Unisinos, a discussão religiosa nesse período eleitoral mostrou-se “extremamente reacionária e conservadora, apelando para aspectos medievais de um debate que, no fundo, é do âmbito científico, bioético. A religião acabou se destacando como ‘a porta dos desesperados’ políticos, um último recurso – e totalmente desvirtuado – para a vitória política.”
Sbardelatto não acredita que o tema religioso tenha sido a “pauta definidora” do segundo turno, embora admita que religião é um tema importante na sociedade brasileira, relevante, mas não definidor.
Ele trouxe à discussão pergunta interessante: afinal de contas, de que religião se está falando ao discorrer sobre religião? “Pelo que pude observar, estamos falando apenas de setores específicos das igrejas cristãs, especialmente das evangélicas, neopentecostais e católica. A pauta das religiões de matriz africana, por exemplo, foi debatida ou ao menos ouvida?” – indagou.
Não só a pauta das religiões africanas, de igrejas históricas também. Mais comedidos e cientes da responsabilidade que assumem quando falam em nome de suas igrejas, líderes evangélicos históricos recomendam a análise das propostas dos candidatos e dos seus partidos, enfatizando que o voto é livre e deve ser depositado segundo a consciência do eleitor.
O pastor Sandro Amadeu Cerveira, da Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, confessou que talvez tenha falhado nessas eleições, porque ele ficou com a impressão “de ter feito pouco para desconstruir ou pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos ‘ungidos’ de alguns caciques evangélicos”.
Certo é que não há homogeneidade no voto evangélico. Ele não parece ter o peso que a mídia pretende que tenha. O sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira relativizou a importância do voto evangélico. Ele lembrou que muitos bispos e pastores evangélicos foram candidatos, mas não se elegeram.
A baixaria no processo eleitoral delimitou o campo de batalha entre o PSDB e o PT no segundo turno, numa briga em que evangélicos também entraram e desempenham um papel na arena política. Mas a um preço elevado, de agressões mútuas, que descarta completamente a admoestação de Jesus para que todos os que Nele crêem sejam um.
Fonte: [F.Gospel]
Campanha de Serra faz ofertas a evangélicos
A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. O responsável pelo contato com os líderes é Alcides Cantóia Jr., pastor da Assembleia de Deus em São Paulo. Ele responde pela "coordenadoria de evangélicos" da campanha, criada ainda no primeiro turno exclusivamente para angariar apoios entre evangélicos.
"Disparo entre 150 e 200 telefonemas por dia, mais ou menos", diz Cantóia, que trabalha numa espécie de guichê montado no térreo do edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), quartel-general da campanha de Serra. No local, ele também recebe pastores para "um café".
Os telefonemas são feitos para pastores de várias denominações em todo o Estado de São Paulo, em busca de pedido de voto em Serra entre os fiéis de suas respectivas igrejas.
Segundo Cantóia, entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana. Como exemplo, cita a possibilidade de, com os tucanos no poder, igrejas poderem oferecer apoio a crianças e adolescentes, complementando o período que elas passam na escola. Assistência a idosos também é citada.
"O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja", afirma o pastor. "Esse é um dos argumentos. Seriam igrejas em tempo integral, complementando a atividade da escola."
Cantóia afirma, também, tentar intermediar demandas recebidas de pastores junto a prefeituras. Por exemplo, pedidos para que entidades funcionem como creche ou que virem intermediárias do programa Viva Leite, do governo estadual.
Alcides diz ter sido um dos articuladores que levaram os pastores Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, e José Wellington Bezerra, de São Paulo, ambos da Assembleia de Deus, a gravarem depoimentos de apoio a Serra, exibidos em sua propaganda na TV. O Conselho dos Pastores de São Paulo, que reúne representantes de diversas denominações protestantes, estima que cerca de 80 mil pastores em SP apoiem Serra.
Tucanos admitem oferecer os benefícios
O oferecimento de benefícios, como parcerias governamentais com entidades ligadas a igrejas evangélicas, foi admitido pela campanha de José Serra à Presidência. No entanto, os tucanos negaram que a campanha, por meio do pastor Alcides Cantóia Jr., tome a iniciativa do contato com pastores.
"A Coordenadoria de Evangélicos faz apenas a intermediação entre partido e segmento evangélico, quando somos procurados", afirma a assessoria da campanha, em resposta a perguntas enviadas por e-mail.
A campanha diz que o trabalho é semelhante ao realizado por outras coordenadorias, como de Juventude, Diversidade, Mulheres, Nordestinos, entre outras. Segundo a campanha de Serra, "a função do pastor Alcides Cantóia é atender às demandas de ações e eventos dirigidos ao segmento dos evangélicos".
Questionada se considera legítima a negociação de benefícios em troca de apoio, a campanha nega que haja "negociação".
"Não se trata de uma negociação, mas de uma ação de atendimento a segmentos específicos", diz a assessoria.
No e-mail, a assessoria também afirma que Serra "tem reiterado em diversas ocasiões sua intenção de promover parcerias com todas as entidades e instituições religiosas e filantrópicas, em diversas áreas da gestão pública, como a saúde."
Fonte: [F.Gospel]
Para religiosos, tempo é curto para desmentir polêmicas
Líderes evangélicos que se reuniram hoje com Dilma Rousseff (PT) apontaram a "falta de tempo" para controlar o impacto das informações sobre a postura da petista em relação a temas como aborto e casamento gay. Eles contestam a pesquisa Datafolha, para quem as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e a quebra de sigilo de tucanos tiveram peso quase três vezes maior na perda de votos de Dilma que as questões religiosas.
Uma dessas lideranças afirma que as notícias de que a candidata seria favorável ao aborto e à união civil entre homossexuais foram os verdadeiros responsáveis pelo segundo turno. "O fogo estava lá queimando e não percebemos", lamenta o Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), um dos líderes da Assembleia de Deus, que possui mais de 20 milhões de fiéis em todo o País.
"Achamos que não daria tempo para contaminar o eleitor, mas foi muito rápido. Agora não sei se vai dar tempo de desconstruir tudo isso", afirma, sobre a questão que se alastrou na internet e nas igrejas, por meio de panfletos e cartazes.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligado à igreja Sara Nossa Terra no Rio de Janeiro, também teme que o tempo seja curto para desmentir as versões contra petista. Segundo ele, "a verdade" sobre a candidata chega aos fiéis somente pelo testemunho dos líderes religiosos. "O posicionamento dela satisfaz os líderes, mas falta contundência para atingir a base. Não sabemos se dá tempo de chegarmos à base", receia.
A palavra de ordem agora é correr contra o tempo. Os líderes evangélicos aguardam a carta-compromisso em que a candidata deve se declarar, de forma veemente, contra o aborto e a união civil entre homossexuais. A expectativa é de que o documento tenha impacto igual ou próximo à "Carta ao Povo Brasileiro", que diluiu dúvidas sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e o ajudou a se eleger em 2002.
"Mas tem que ficar pronto amanhã ou depois, senão não dá tempo de distribuir", alerta Manoel Ferreira. O objetivo é divulgar a carta nas igrejas de todo o País, durante os cultos, entre os fiéis. Entretanto, não há garantias de que a estratégia surtirá efeito em tempo hábil. Um pastor lembra que uma mentira se espalha rapidamente, enquanto leva tempo até que a verdade prevaleça.Fonte: [Estadão]

Nota: Parece que a companheira Dilma em um ato desesperada ou por não ter sido bem compreendida esta buscando o apoio de muitos religiosos afim de buscar angariar votos para sua candidatura. Muitas são as críticas e falsos testemunhos caluniosos ao seu respeito; Uma pena que em volto em tanta mentira e verdade o eleitor fica cada vez mais confuso quanto ao seu voto.
Serra volta a defender união civil entre casais homossexuais
Em encontro com ONGs que lutam contra o vírus HIV, ontem, José Serra voltou a dizer que é a favor da união civil entre homossexuais.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, declarou ontem ser favorável à união civil de homossexuais. De acordo com o tucano, a questão envolve o Direito, diferente do casamento, que está ligado às igrejas.
"A união em torno de direitos civis já existe, inclusive na prática, pelo Judiciário. E eu sou a favor para efeito de Direito", afirmou, após se reunir com integrantes do Fórum de ONG-Aids do Estado de São Paulo, na capital paulista.
Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, Serra disse ser contra. "Casamento tem um componente religioso das igrejas, e aí cada igreja define sua posição".
O candidato foi questionado sobre as posições da sua adversária, Dilma Rousseff (PT), que deve divulgar nos próximos dias carta na qual se compromete, se eleita, a vetar a ampliação do direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a mudança no registro civil para transexuais. Serra ironizou as opiniões da rival. "Ela tem lá os problemas dela. Diz uma coisa e outra hora diz outra. Deixa ela encaminhar os problemas dela."
Fonte: [F.Gospel]
Eleição mostra influência das igrejas
A estridência com que o debate moral e religioso emergiu para o topo da agenda nessa eleição presidencial criou a sensação de aumento da influência das igrejas sobre o voto, e de que os candidatos - em especial Dilma Rousseff - foram pegos de surpresa e vitimados pelo dilúvio bíblico. Mas a religião está intensamente envolvida na política brasileira desde que o Descobrimento foi celebrado com uma missa. E os políticos - incluindo Dilma - têm lutado pelo voto religioso com a mesma sofreguidão com que pastores e bispos têm buscado influência e poder - seja por lobby ou por participação direta nos partidos.
Embora se mostre agora perplexa com a 'invasão' de temas morais e religiosos no debate eleitoral, Dilma está em 'peregrinação' pelo voto católico e evangélico desde o fim de 2008, lembra o sociólogo Ricardo Mariano, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Em novembro daquele ano, com um véu cobrindo a cabeça - como manda o protocolo -, Dilma participou de audiência com o papa Bento XVI no Vaticano. Nela, Lula selou acordo com a Santa Sé, comprometendo-se com uma lista de reivindicações da Igreja, incluindo a orientação católica no ensino religioso nas escolas públicas, o que originou uma ação do Ministério Público questionando sua legalidade. Mediante a bênção do papa, Lula lançou Dilma para a presidência, em entrevista a cinco jornalistas italianos. De lá para cá, Dilma visitou inúmeras lideranças religiosas - assim como Serra e Marina.
A deferência de Lula parece resultar da experiência. Enquanto não buscou o voto evangélico, Lula foi derrotado nas disputas presidenciais de 1989, 1994 e 1998, quando esse voto foi maciçamente despejado em Fernando Collor e, duas vezes, em Fernando Henrique Cardoso, respectivamente. No primeiro turno de 2002, os evangélicos votaram no 'irmão' Anthony Garotinho. Foi a partir daquele segundo turno que Lula passou a compartilhar grande parte desses votos, graças a uma aliança com a Igreja Universal do Reino de Deus, lembra Cesar Romero Jacob, autor de A Geografia do Voto nas Eleições Presidenciais do Brasil: 1989-2006. 'Lula se tornou pragmático, foi para o centro e atraiu os evangélicos.'
Alianças. Baseado em suas pesquisas, Jacob traça um axioma segundo o qual para se vencer eleições presidenciais no Brasil é preciso aliar-se às oligarquias locais no interior do País e aos políticos populistas e líderes pentecostais na periferia pobre das regiões metropolitanas; além de elaborar um discurso para a classe média urbana. Foi o que Collor, FHC e Lula fizeram antes de se elegerem presidentes, diz o analista.
A questão religiosa afeta Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva de formas muito distintas, observam os especialistas. Serra, de uma certa maneira, foi vacinado contra a propaganda viral dos grupos anti-aborto em 2002, quando disputou a presidência pela primeira vez. Naquela campanha, ele percebeu que seria prejudicado pela informação de que tinha, como ministro da Saúde (1998-2002), implantado no Sistema Único de Saúde (SUS) procedimentos de aborto previstos na lei - em casos de estupro e risco de vida para a gestante. Além disso, o SUS começou a distribuir a pílula do dia seguinte, considerada abortiva pelos conservadores. Serra passou então a declarar-se contrário à descriminalização do aborto, que segundo ele levaria a uma 'carnificina'.
Convicções. Marina, como integrante da Assembleia de Deus, tem uma relação bem diferente com o tema. Os religiosos conservadores confiam nas suas convicções morais. Seu problema é o inverso, observa Ricardo Mariano: como pertencente à minoria evangélica (de um quarto a um quinto da população) em meio a uma maioria católica (dois terços dos brasileiros), ela tomou o cuidado de não ser vista como candidata dos evangélicos - ao mesmo tempo em que visitou seus templos tão ou mais frequentemente do que Dilma e Serra. Marina lava as mãos e propõe que um plebiscito resolva o assunto do aborto.
A situação de Dilma é mais delicada. O YouTube, site de exibição de vídeos na internet, apresenta declarações suas em termos considerados inaceitáveis por muitos conservadores. Em 2007, ela diz, em entrevista à revista IstoÉ: 'Sou a favor de uma legislação que obrigue a ter tratamento para as pessoas para não correr risco de vida, igual aos países desenvolvidos do mundo inteiro, para quem estiver em condições de fazer o aborto ou querendo fazer o aborto.' À pergunta sobre se é um ato de livre escolha, ela respondeu: 'Acho que tem de ser tratado como uma questão de saúde pública.
Fonte: [Msn/ Estadão]
Crivella confirma conversa com Dilma sobre homofobia
O bispo da Igreja Universal, Marcelo Crivella, conversou com a candidata Dilma Rousseff sobre o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia.
O senador reeleito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Marcelo Crivella (PRB), confirmou nesta sexta-feira, 8, que conversou com a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e seu comando de campanha, sobre o Projeto de Lei 122/2006 que propõe a criminalização da homofobia.
Segundo o parlamentar, a questão era um problema do Congresso e não da Presidência da República. Crivella afirmou que ele e os religiosos reunidos com Dilma e seus aliados expuseram que o texto da proposição "criminaliza a Bíblia".
"O PL 122 tem um artigo que criminaliza a Bíblia. A Bíblia diz que homossexualismo é pecado. Eu também acho. Isso, de acordo com a lei, passa a ser incitação ao ódio. Eu acho que não é. Acho que é um conselho que um pai tem direito a dar a um filho, que um pastor tem direito a dar a um membro de sua Igreja e um padre a um membro de sua paróquia", argumentou o senador, ressaltando ser contrário a qualquer ato de violência ou preconceito contra homossexuais. "A ministra (Dilma) respondeu que este é um problema do Congresso, não do Executivo".
Sem citar o nome do candidato à vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB), deputado federal Indio da Costa, que se manifestou contrário à aprovação de leis que garantam direitos civis a homossexuais, Crivella criticou o que chamou de uso do medo para incitação do eleitorado evangélico.
No fim do primeiro turno a candidata do PT sofreu ataques por conta de sua posição em relação ao aborto e teria perdido apoio de parte considerável do eleitorado evangélico, o que na avaliação de especialistas foi determinante para a realização do segundo turno.
Fonte: [F.Gospel]
Início do conteúdo Sarkozy se reúne com papa para aliviar tensão por ciganos
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reuniu na sexta-feira com o papa Bento 16 no Vaticano para estreitar as relações com os líderes católicos que criticaram a expulsão de imigrantes ciganos da França.
Sarkozy pareceu tenso antes do encontro com o papa, mas se mostrou mais relaxado após o diálogo, que durou pouco mais de meia hora e se concentrou em temas internacionais, de acordo com um comunicado do Vaticano.
A visita, organizada a pedido do mandatário, aconteceu depois que o governo francês recebeu duras críticas dos bispos católicos pela retirada, em agosto, de vários acampamentos ilegais de ciganos e a repatriação a força de centenas de imigrantes deste grupo étnico.
Nesse mês, o pontífice fez uma aparente referência à perseguição contra os ciganos durante um sermão no qual começou a falar em francês para pedir "que a diversidade humana seja aceita".
Depois da reunião de sexta-feira, Sarkozy visitou brevemente a Basílica de São Pedro e a capela de Santa Petronilla, uma mártir cristã venerada pela Igreja na França, onde o cardeal Jean-Louis Tauran pediu "uma oração para o país".
Não houve nenhuma declaração pública sobre a controvérsia em torno do tema dos ciganos, mas a oração do cardeal incluiu um pedido "para dar as boas vindas aos perseguidos e aos imigrantes".
Foi a primeira vez que um presidente francês participou de uma cerimônia deste estilo desde o início da Quinta República, em 1958.
Nota: Não estou admirado que a posição quanto aos Ciganos expulsos, pois é de seu interesse que eles sejam bem quistos para que essa imagem de intolerância religiosa não se agregue a Igreja Católica; Já basta os casos de pedofilia. O que me chama a atenção é o interesse do Vaticano para com os outros países, sua gana por formar aliança com muitos países a fora. O que buscam? União das igrejas? Limpar o seu nome? Seria tão relevante assim para o Vaticano o bem destes grupos peregrinos no caso os ciganos? O que é certo, e afirmar que a igreja vem tentando massificar sobre seu regime o apoio político de muitos líderes políticos e desta forma almejar seus objectivos, mais que objectivos seriam esses.
Eleitores ocultos da jihad brasileira
Um pastor manda de Nova Iorque aos crentes de sua numerosa e obediente igreja evangélica recomendação para que votem na candidata oficial. Um bispo católico publica declaração recomendando aos fiéis que não votem nela. Um pastor de importante igreja protestante lança apelo para que os adeptos de sua igreja votem na candidata não oficial. Um frade católico há muito declara que espera que a candidata oficial ganhe a eleição e a oposição nunca mais retorne ao poder. Se é para a oposição nunca mais voltar ao poder não se trata de eleição, e sim de nomeação. Estamos em face do eleitor oculto, o das religiões, que vota corporativamente e sem liberdade, por motivos religiosos e não por motivos políticos.
A questão política como questão religiosa, no Brasil, se propõe desde a Proclamação da República e da separação entre o Estado e a Igreja. Bispos e padres deixaram de ter status similar ao de funcionário público e a Igreja deixou de ter privilégios de repartição pública. O caráter missionário da atuação católica foi largamente beneficiado pela cessação da tutela, dando-lhe a oportunidade de, pela primeira vez em nosso País, fazê-la Igreja livre e profética.
A Igreja Católica, porém, aproveitou mal a possibilidade involuntariamente aberta pela República do ideário positivista dos militares que a proclamaram. Do mesmo modo, a democracia da pluralidade religiosa não consolidou essa premissa básica do Estado moderno entre nós, como se esperava e era necessário. Os protestantes e as outras denominações religiosas foram tímidos na consolidação da democracia nascente e na defesa do Estado não confessional.
Politicamente marginalizada durante toda a República Velha, que era de inspiração positivista e anticlerical, preparou-se a Igreja nesse período para a Restauração Católica, fundada num ideário de direita e em valores da tradição conservadora. Significativamente, e por isso mesmo, lograria o status de "religião da maioria do povo brasileiro" no governo Vargas. Um intercâmbio claramente informado pelo populismo que nascia. O protestantismo se difundiu devagar, à margem da política e do poder, pesando sobre ele o informal veto católico. Poucos notaram, até que um presbiteriano, Café Filho, sendo vice de Getúlio Vargas, assumira a Presidência da República com o suicídio do presidente em 1954. Era a via silenciosa da ascensão política dos protestantes.
O golpe militar de 1964 teve a decisiva participação católica com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade. No entanto, um fato insólito se passou, revelador das grandes mudanças sociais que haviam ocorrido no País: diversos protestantes, especialmente presbiterianos, ascenderam em diferentes momentos do regime aos governos dos Estados, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Pará, na Guanabara e mesmo em São Paulo, indiretamente, quando Laudo Natel, ligado ao Bradesco, de Amador Aguiar, presbiteriano, assumiu o governo com a cassação de Adhemar de Barros e nomeou um secretariado com notória presença protestante. A escolha do luterano Ernesto Geisel para a Presidência da República confirmou essa tendência do regime militar. A mudança de orientação da Igreja Católica em relação à ditadura, cuja instauração apoiara, e a hostilidade entre o Estado e a Igreja, nesse período, ganham clareza nesse cenário de fundo religioso.
É nesse quadro adverso e na consequente repressão que alcançou setores engajados da Igreja, até mesmo bispos, que sua atuação política evoluiu na direção do estímulo aos movimentos populares, a ação política orientada contra as incongruências do Estado, sobretudo o descompasso entre o legalmente possível e o politicamente realizado. Nesse legalismo antagônico ao Estado autoritário os setores mais ativos da Igreja não tiveram outra alternativa para afirmação dos seus valores conservadores, dado que o espaço político de direita, de sua atuação mais coerente, fora bloqueado pela tendência anticlerical dos militares e capturado pelos evangélicos. Sobrou-lhes constituírem sua militância no espaço residual de oposição à ditadura. O rapto ideológico do vocabulário de esquerda deu um revestimento moderno ao programa conservador e nem por isso menos transformador de que a Igreja no Brasil se tornou protagonista.
Nem os católicos nem os evangélicos conseguiram formular uma concepção democrática de política, no sentido de resguardar as respectivas religiões contra o monolitismo ideológico a que tende a política partidária. Não conseguiram propor suas religiões, na política, como religiões universais e pluralistas, irredutíveis ao partidário. O que possa lhes parecer um êxito político-partidário, nestas eleições e em outras precedentes, é na verdade um fracasso religioso, sobretudo no fato de que tendo se proposto como instrumentos do aparelhamento religioso-ideológico do Estado, tornam-se inversamente aparelhos da política e do próprio Estado. No altar das ambições de poder de sua guerra santa, sacrificam a missão profética das igrejas e minimizam a grande função histórica e libertadora que poderiam e deveriam ter na miséria moral e política da sociedade contemporânea.
JOSÉ DE SOUZA MARTINS, PROFESSOR EMÉRITO DA FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DA USP. É AUTOR, ENTRE OUTROS LIVROS, DE 'A APARIÇÃO DO DEMÔNIO NA FÁBRICA' (EDITORA 34)
Fonte: [Estadão]
